Em 2026, a ideia de que a decoração de casamento precisa estar associada à abundância de flores, estruturas e elementos para ocupar o máximo de espaço possível está perdendo força. Atualmente, o que tem ganhado cada vez mais relevância é a capacidade de transformar o ambiente em uma expressão fiel do casal, com paletas de cores escolhidas com sensibilidade, materiais aplicados com objetivos claros e cenários construídos a partir da história dos noivos.
Tendo em vista este novo olhar, a decoração começou a funcionar como uma linguagem própria. Para o decorador e cenógrafo Eduardo Alexandry, uma das escolhas que se consolida nesse contexto é o uso autoral dos tecidos. “Não falamos mais do tecido em formato de cortinado, como se via há uma década”, explica. Em vez disso, ele aparece em camadas ondulares e sobrepostas que criam movimento e leveza. Em salões amplos, especialmente aqueles com pé-direito alto, essa solução ajuda a equilibrar a escala do espaço sem recorrer ao acúmulo de peças decorativas. O resultado é uma composição com originalidade visual e acolhimento, capaz de reforçar a identidade do casal.
Esse cuidado em representar os noivos aparece também no trabalho da equipe do O Que Há de Vir, que observa um movimento claro em direção à autenticidade. “Nada é mais bonito que um casamento em que o casal está à vontade, radiante e tem sua identidade refletida nos detalhes”, afirmam. Em vez de reproduzir fórmulas prontas, o objetivo passa a ser traduzir características pessoais em cenários e sensações. Isso pode acontecer de diversas formas: por meio de materiais ligados ao local de origem dos noivos, frases que marcaram o relacionamento ou até sobremesas que remetem ao lugar onde se conheceram.
Esse processo começa a partir da escuta atenta, como destaca Eduardo Alexandry: “Ouvir com atenção. Ouvir com os ouvidos e com o coração.” Para o decorador, o objetivo principal é transformar a história do casal em um cenário, a partir da compreensão de quem eles são. Mesmo em um momento em que reuniões online e trocas rápidas facilitam o processo, Eduardo faz questão de encontrar os noivos pessoalmente para perceber nuances que muitas vezes não aparecem em palavras. Muitas vezes, os próprios noivos ainda não sabem exatamente o que procuram, e é a partir dessa conversa que as ideias começam a tomar forma.
A equipe do O Que Há de Vir reforça esse mesmo caminho ao lembrar que cada casamento pode assumir uma estética diferente, dependendo da personalidade de quem celebra: romântico, moderno, artístico, tropical ou minimalista. O importante não é seguir um estilo específico, mas permitir que cada detalhe ajude os convidados a entender o percurso que levou aquele casal até ali.
Quando esse processo acontece de forma cuidadosa, a decoração se torna parte da experiência da celebração, com um ambiente construído a partir de referências afetivas, escolhas conscientes e uma estética que reflete quem são aquelas duas pessoas. Em 2026, a tendência está na intenção do que se quer transmitir, com o objetivo claro de contar, de maneira sensível, a história que está sendo celebrada.




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